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sábado, 22 de novembro de 2014

Hamburgueria Portuguesa by Farnel

Ontem foi dia de dar atenção à gorda que há em mim e encher a pança de coisas boas [e porcarias].
Depois se 600km feitos durante o dia, sentei-me na Hamburgueria Portugesa by Farnel e só saí da lá a rebolar.


Gostei bastante do ambiente. Tem uma decoração simples e cheia de luz, com preferência pelos brancos e com pequenos apontamentos tradicionais como a bancada de pedra e azulejos típicos, que contrastam com as linhas rectas e modernas das mesas e cadeiras.

A comida estava deliciosa! Para entrada pedimos umas fatias de pão com chouriço gratinadas de comer. Tenho sempre o mesmo problema, por mim jantava apenas entradas ou então teria que ter um estômago extra porque perco-me sempre com elas.


Para prato principal optei por um Hamburguer Castiço no pão, enquanto o Paulo babou-se pelo Hamburguer à Bulhão Pato. Não posso opinar pelo hambuguer dele até porque ele só deixou-me comer um mini camarão, mas o meu estava muito bem preparado. Adorei o molho das batatas e o hamburguer estava bem confeccionado. Fez lembrar-me os hamburguers do Honorato mas em melhor!


Não provámos as sobremesas porque não tínhamos estômago para mais. Talvez para uma próxima vez trocamos as entradas pelos doces. 

A única coisa que ficou a faltar foi a simpatia dos empregados. O rapaz que estava a servir a nossa mesa pouco ou nada disse além do 'o que é que vão desejar?', parecia que estava lá por obrigação e que era um sacrifício atender os clientes. 

O sitio onde se situa, mesmo em pleno Freeport, também tira um pouco o encantamento ao restaurante e falha um pouco o facto de não ter casa de banho. Quem tiver muito aflitinho ou lavar as mãos tem que andar 15km até à casa-de-banho publica mais próxima. 


*Todas as fotos foram retiradas da página de Facebook do restaurante

domingo, 9 de novembro de 2014

Fim-de-semana no Porto

No fim-de-semana passado decidimos tirar umas mini-ferias e rumar até à invicta.
Na quinta-feira, depois de um dia de trabalho, que nunca mais acabava, foi seguir viagem até ao Porto com uma paragem pela estação de serviço para comer a famosa salada de atum e feijão frade que tinha preparado no dia anterior [gente saloia é assim, não há nada a fazer!]


É escusado dizer que nessa noite chegamos ao hotel e não fizemos praticamente nada sem ser preguiçar e namorar mas na sexta-feira acordámos cedinho e fomos até ao centro da cidade com a máquina fotografica em riste como se fossemos uns turistas.

Vista da Torre dos Clérigos

Começamos o roteiro pela Praça de Cordoaria onde visitamos a Torre dos Clérigos. Foi sempre a subir até ter uma vista fantástica sobre a cidade. Depois fomos caminhando até chegar à Avenida dos Aliados onde almoçamos no famoso Santiago.... uma Francesinha à Santiago, claro! Porque isto de ir ao Porto e não comer uma Francesinha no Santiago deve ser pior que ir a Roma e não ver o Papa.

Aquilo que me custou deixar um bocado desta Francesinha no prato
 
Por infelicidade minha não consegui terminar a minha mas é sem duvida um restaurante onde voltarei... segui a maioria dos conselhos e das opiniões que li na internet e não me arrependi. Bom, bonito e barato como se quer.

Depois à tarde fomos até à ribeirinha onde fizemos um passeio de barco. Tivemos sorte com o S. Pedro, o tempo estava fantástico e deu para aproveitar o sol. Chato, chato foram apenas as turistas que estavam no barco que não faziam mais nada que ir à proa do barco tirar fotografias. Ora vinha uma, ora vinha outra... só serviam para estragar a paisagem e as minhas fotografias!

Passeio de barco
Como tinhamos gasto um balurdio em estacionamento, no dia seguinte decidimos deixar o carro parado e fomos de metro para a cidade. Saímos na estação Jardim dos Morros onde tem uma vista para lá de espetacular e lá fomos a pé visitar as caves do vinho do Porto.

Vista do Jardim dos Morros
Andámos lá meio perdidos pelo meio [no meio de tantas caves que umas que fecham no Inverno, outras que fecham ao fim-de-semana, caves que afinal são armazéns das caves, ... ] mas lá no safamos e acabamos por visitar as caves da Sandeman, numa visita guiada em inglês. Ainda tentámos comprar um pack de visita a três caves, que afinal eram só duas, mas não dava para conciliar o horário das visitas, porque iriamos perder praticamente um dia por lá, e decidimos ficar só por aquela. Gostei muito, sim senhor. Às onze da manhã estava fazer prova de vinho do porto [o meu cerebro deu logo por isso!] mas fiquei um pouco desiludida quando soube que a Sandeman faz parte do grupo Sogrape que detém as caves Ferreia, Offley e Sandeman [entre outras]... ou seja, já não é assim tão artesanal e familiar como estava à espera, é algo mais industrializado, e por isso a hipotese de fazer a visita guiada às três caves.

Caves Sandeman
Saímos da cave direitinhos [mentira, ainda andamos à guerra para ver onde iamos almoçar] ao Pasta Caffé, um restaurante italiano junto ao rio. As pizzas eram deliciosas, de massa fina e estaladiça como eu gosto e as sobremesas eram de chorar por mais. Ele pediu um brownie de chocolate com molho de frutos silvrestes e gelado de baunilha. Eu também optei por um brownie mas regado de chocolate quente, gelado de baunilha e chantily [overdose de açucar!].

A seguir voltamos para o nosso roteiro e fomos devagar devagarinho [porque a seguir ao almoço a barriga fica mais pesada] e fomos passear até à rua Santa Catarina. Ainda parámos no Mercado do Bolhão mas estava fechado e decidimos ir até à Confeitaria do Bolhão comprar recuerdos para a família e amigos.

Uma pequena amostra das tentações da Confeitaria do Bolhão. Apetecia-me comer tudo [Marta, a gorda]

No dia seguinte não fizemos praticamente nada [porque era domingo e no dia a seguir tinhamos que ir trabalhar e por isso convinha não gastar muitas energias] a não ser ir almoçar um belo de um bacalhau com gambas ao Papavinhos, restaurante escolhido por ele. Antes ainda estivemos a passear um pouco à beira rio, onde estavam os atletas da maratona a correr... mas depois foi a minha vez de correr porque o restaurante não tinha multibanco e tive que correr meia cidade à procura de dinheiro.

Bacalhau gratinado com gambas no Papavinhos. Só de ver a fotografia estou a salivar!

Depois foi tempo e voltar para casa, porque ainda tinhamos uma longa viagem a fazer. O tempo deu uma ajuda na despedida e choveu a pícaros [com direito a trovoada] quando saímos do restaurante.

O que me fascinou mais foi mesmo a arquitectura da cidade, as fachadas do prédios. Quanto mais via mais vontade tinha de tirar fotografias às paredes das casas.

Adorei o fim-de-semana, era menina para fazer isto todas as semanas mas não pode ser e por isso temos que aproveitar o pouco que temos. Para casa vim carregada com imans para o frigorifico, garrafas de vinho do porto para a nossa recente coleção [que começou agora com a nossa viagem ao Porto], bolinhos para mãe e mais um quilo no lombo.

Próxima saída? Salamanca no final do ano :)