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sábado, 10 de janeiro de 2015

Ele


Ele é chato, muito chato às vezes... ao ponto de às vezes perder a paciência com ele. Quando ele insiste em dar-me na cabeça, e quase sempre com razão [o que me chateia ainda mais!]. E refila comigo quando eu não tomo atenção às coisas que ele diz. Odeio também quando ele revira os olhos quando eu me esqueço de alguma coisa ou quando me cobra algo que eu devia ter feito.

Ele toma atenção aos pormenores. Eu nem tanto. Às vezes sinto que sou observada e controlada por ele ser assim tão atento mas sei que não é por mal. No início incomodava-me mais, hoje já não dou tanta importância.

É extremamente difícil faze-lo ver que nem sempre tem razão, ele consegue ter sempre mais argumentos que eu e às vezes desisto de discutir com ele porque não tenho o poder de argumentação que ele tem.

Também já aprendi que tenho que ser eu a dar o braço a torcer e ir ter com ele quando discutimos. Mas eu também sei ser teimosa e, por isso, eu faço os possíveis para ele sentir a minha falta. É muito mau estar três ou quatro horas [ou dias] chateados, quando podiamos estar apenas minutos.

Às vezes ele não me faz as vontades e temos que ir jantar ao restaurante que ele quer. E não liga muito aos meus pedidos. E chama-me sempre à razão quando eu quero comprar alguma coisa quando devia de poupar e quando eu quero comer porcaria e devia comer coisas mais saudáveis.

Mas eu gosto dele.

domingo, 9 de novembro de 2014

Fim-de-semana no Porto

No fim-de-semana passado decidimos tirar umas mini-ferias e rumar até à invicta.
Na quinta-feira, depois de um dia de trabalho, que nunca mais acabava, foi seguir viagem até ao Porto com uma paragem pela estação de serviço para comer a famosa salada de atum e feijão frade que tinha preparado no dia anterior [gente saloia é assim, não há nada a fazer!]


É escusado dizer que nessa noite chegamos ao hotel e não fizemos praticamente nada sem ser preguiçar e namorar mas na sexta-feira acordámos cedinho e fomos até ao centro da cidade com a máquina fotografica em riste como se fossemos uns turistas.

Vista da Torre dos Clérigos

Começamos o roteiro pela Praça de Cordoaria onde visitamos a Torre dos Clérigos. Foi sempre a subir até ter uma vista fantástica sobre a cidade. Depois fomos caminhando até chegar à Avenida dos Aliados onde almoçamos no famoso Santiago.... uma Francesinha à Santiago, claro! Porque isto de ir ao Porto e não comer uma Francesinha no Santiago deve ser pior que ir a Roma e não ver o Papa.

Aquilo que me custou deixar um bocado desta Francesinha no prato
 
Por infelicidade minha não consegui terminar a minha mas é sem duvida um restaurante onde voltarei... segui a maioria dos conselhos e das opiniões que li na internet e não me arrependi. Bom, bonito e barato como se quer.

Depois à tarde fomos até à ribeirinha onde fizemos um passeio de barco. Tivemos sorte com o S. Pedro, o tempo estava fantástico e deu para aproveitar o sol. Chato, chato foram apenas as turistas que estavam no barco que não faziam mais nada que ir à proa do barco tirar fotografias. Ora vinha uma, ora vinha outra... só serviam para estragar a paisagem e as minhas fotografias!

Passeio de barco
Como tinhamos gasto um balurdio em estacionamento, no dia seguinte decidimos deixar o carro parado e fomos de metro para a cidade. Saímos na estação Jardim dos Morros onde tem uma vista para lá de espetacular e lá fomos a pé visitar as caves do vinho do Porto.

Vista do Jardim dos Morros
Andámos lá meio perdidos pelo meio [no meio de tantas caves que umas que fecham no Inverno, outras que fecham ao fim-de-semana, caves que afinal são armazéns das caves, ... ] mas lá no safamos e acabamos por visitar as caves da Sandeman, numa visita guiada em inglês. Ainda tentámos comprar um pack de visita a três caves, que afinal eram só duas, mas não dava para conciliar o horário das visitas, porque iriamos perder praticamente um dia por lá, e decidimos ficar só por aquela. Gostei muito, sim senhor. Às onze da manhã estava fazer prova de vinho do porto [o meu cerebro deu logo por isso!] mas fiquei um pouco desiludida quando soube que a Sandeman faz parte do grupo Sogrape que detém as caves Ferreia, Offley e Sandeman [entre outras]... ou seja, já não é assim tão artesanal e familiar como estava à espera, é algo mais industrializado, e por isso a hipotese de fazer a visita guiada às três caves.

Caves Sandeman
Saímos da cave direitinhos [mentira, ainda andamos à guerra para ver onde iamos almoçar] ao Pasta Caffé, um restaurante italiano junto ao rio. As pizzas eram deliciosas, de massa fina e estaladiça como eu gosto e as sobremesas eram de chorar por mais. Ele pediu um brownie de chocolate com molho de frutos silvrestes e gelado de baunilha. Eu também optei por um brownie mas regado de chocolate quente, gelado de baunilha e chantily [overdose de açucar!].

A seguir voltamos para o nosso roteiro e fomos devagar devagarinho [porque a seguir ao almoço a barriga fica mais pesada] e fomos passear até à rua Santa Catarina. Ainda parámos no Mercado do Bolhão mas estava fechado e decidimos ir até à Confeitaria do Bolhão comprar recuerdos para a família e amigos.

Uma pequena amostra das tentações da Confeitaria do Bolhão. Apetecia-me comer tudo [Marta, a gorda]

No dia seguinte não fizemos praticamente nada [porque era domingo e no dia a seguir tinhamos que ir trabalhar e por isso convinha não gastar muitas energias] a não ser ir almoçar um belo de um bacalhau com gambas ao Papavinhos, restaurante escolhido por ele. Antes ainda estivemos a passear um pouco à beira rio, onde estavam os atletas da maratona a correr... mas depois foi a minha vez de correr porque o restaurante não tinha multibanco e tive que correr meia cidade à procura de dinheiro.

Bacalhau gratinado com gambas no Papavinhos. Só de ver a fotografia estou a salivar!

Depois foi tempo e voltar para casa, porque ainda tinhamos uma longa viagem a fazer. O tempo deu uma ajuda na despedida e choveu a pícaros [com direito a trovoada] quando saímos do restaurante.

O que me fascinou mais foi mesmo a arquitectura da cidade, as fachadas do prédios. Quanto mais via mais vontade tinha de tirar fotografias às paredes das casas.

Adorei o fim-de-semana, era menina para fazer isto todas as semanas mas não pode ser e por isso temos que aproveitar o pouco que temos. Para casa vim carregada com imans para o frigorifico, garrafas de vinho do porto para a nossa recente coleção [que começou agora com a nossa viagem ao Porto], bolinhos para mãe e mais um quilo no lombo.

Próxima saída? Salamanca no final do ano :)