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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Ai [que eu não tenho titulo para isto]

É verdade que sofro um pouco de deslexia quando estou mais cansada mas pior que isso é ter um namorado que goza com cada calinada gramatical que eu dou a falar.

E depois não goza só uma vez, não. Goza duas e três vezes e ao fim de uma semana ainda está a falar daquilo que eu disse que teve muita piada... mas que só ele viu! 

Ao fim do dia torna-se dificil manter o raciocinio ao mesmo tempo que falo. Pensar, organizar as ideias e dizê-las é demasiado para mim depois de um dia de trabalho. Às vezes até fico estrábica, com um olho mais que outro com o esforço que eu faço. Mas acho que é normal, não é? Ou devia começar a preocupar-me?

Dito isto... hoje e o meu ultimo dia com 24 anos. O meu 24º ano foi muito bom, só tenho que agradecer! Que venha o 25º com a mesma força e motivação.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Fevereiro | O mês para entrar em falencia

  • O meu aniversário
  • O dia dos namorados
  • O nosso aniversário
  • Carnaval 
  • Prémio do seguro de saúde
Só isto equivale a metade do meu ordenado [até podia estar a exagerar] mas para ajudar, ainda no rescaldo do Natal e passagem de ano, ainda há jantares de aniversário, jantares dos amigos e jantares só-porque-sim-porque-joga-o-benfica.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Humberto

Humberto era um tipo que gostava de fazer tudo sozinho. Tinha tanto de orgulhoso como de inteligente. O maior problema de Humberto era não saber pedir, e às vezes ouvir. Agradava-lhe a ideia de não depender de ninguém nem dar o braço a torcer quando o facto de pedir lhe custava a independência.

A lareira de Humberto estava apagada há alguns dias e por isso, naquela tarde fria de Inverno decidiu que cortaria a maior árvore da sua aldeia, que estava situada numa encosta. Cortou-a, mas a árvore ficou presa nessa encosta, não caindo ate onde fosse possível a Humberto corta-la convenientemente.




Lançou uma corda à árvore e puxou, puxou, puxou... mas a árvore não mexia. Lucas, que chegara há alguns minutos ao local e apreciava o esforço inglório de Humberto, pergunta-lhe:

Humberto, estás a utilizar toda a tua força?

Sim, estou Lucas! Não vês que é tudo o que tenho?

Não Humberto, não é. Tu ainda não me pediste para te ajudar.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

100 coisas sobre a minha pessoa #1

Já vi este tipo de posts em vários blogs e acho que também seria curioso fazer algo do género aqui.
Até poderá ser engraçado, visto que este blog também é escrito pelo Paulo e talvez ele também adira a este desafio.
  1.  Além de comer e dormir, a coisa que mais gosto de fazer é passear e conhecer novos sitios;
  2. Adoro cozinhar. Acho que é uma forma de mostrar o carinho que tenho pelas pessoas;
  3. Não sou pessoa de ter muitos amigos. Não tenho necessidade disso;
  4. Consequentemente sou uma pessima amiga, tenho consciendia disso;
  5. Desde que conheci o Paulo tornei-me uma lamechas do pior;
  6. Tenho uma dificuldade terrivel de fazer apresentações em publico;
  7. Tenho uma tatuagem a dizer Under Pressure, a música dos Queen, e tem um enorme significado para mim;
  8. E já estou a pensar na próxima tatuagem;
  9. Quero muito tirar outra licenciatura relacionada com engenharia de produção e gestão industrial;
  10. Sou viciada em caixas da Tupperware. Posso não ter pratos nem tachos no meu enxoval, mas tenho caixas da Tupperware;
  11. O meu prato favorito neste momento é caldeirada de peixe;
  12. Não consigo dormir de manhã, não me custa nada acordar todos os dias cedos;
  13. Mas adoro preguiçar;
  14. Sou mais sensivel com os idosos do que com as crianças;
  15. Todos os dias digo para mim mesma que devia de beber mais água, mas em vão;
  16. Tenho o sonho de um dia pilotar um carro do Le Mans;
  17. Tenho muita dificuldade em controlar-me quando vejo promoções e saldo;
  18. Gostava de me dedicar mais aos meus;
  19. Mas gostaria de investir no meu futuro profissional;
  20. Tenho muito orgulho na minha irmã e na pessoa que ela está a tornar-se

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A culpa é das hormonas

É assim que me sinto. Alterada.

O dia no trabalho foi do mais chato que há: cansativo mas não fiz nada de jeito. Um ensaio que durou mais de oito horas, ao ponto de entrar em sofrimento por não fazer ideia do que se estava a fazer, de não ser conclusivo, de só ver problemas atrás de problemas, de desperdiçar quilos e quilos de matéria-prima. De estar horas e horas em pé, de fazer força, de queimar as mãos...

Saber que graças a isto tudo que atrasei o meu trabalho todo e que no final da semana não vou estar na fábrica e por isso tenho que fazer ginástica de maneira a que consiga ter tudo mais ou menos organizado até quarta feira. Então, trago trabalho para casa para fazer depois de jantar mas neste momento tenho a certeza que não vou pegar nisso porque estou sem cabeça. Não merecem o meu esforço. Talvez amanhã.

A alimentação nos últimos dias tem sido uma porcaria, não consigo voltar ao meu ritmo, à minha rotina, à minha comida. Assusta-me ao prever que os próximos dias não vão ajudar em nada porque são jantares atrás de jantares, porque são brunchs, porque são formações em Lisboa onde não tenho a minha comida. E de não conseguir saber lidar com isso, de não saber como conseguir contornar isto da melhor forma. Enquanto compensar os meus descontrolos de humor e cansaço com comida é porque as coisas ainda não estão controladas, embora as melhorias significativas dos últimos meses.

Depois estou chateada comigo mesma, rabugenta, ao ponto de não me suportar. Ao ponto de ter vontade de chorar só para ver se alivia esta nuvem negra que paira sobre mim.

Hoje não consigo lidar comigo. 

E faltam quatro dias para terminar a pílula...

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Da idade

O que é afinal a idade senão um acumular de experiências de vida?

Há quem não se aperceba da idade real que tem. Há quem não se aperceba da maturidade que tem e que de certa forma, não se consiga valorizar por julgar que a vida, até esse ponto, lhe foi parca em experiências.

A experiência de vida, ainda que não seja quantificável, é importante, sim! Sem derivadas, nem primitivas, matematicamente falando. É conhecimento empírico que não deve, nem pode ser menosprezado.

Não que seja "A" prioridade, mas a consciencialização acerca de nós próprios e dessa experiência deve ocupar um lugar importante na nossa vida. 

Novos ou velhos. Experientes ou inexperientes.

É decepcionante quando nos apercebemos que alguém que, apresenta primeiramente a idade como cartão de visita, deveria afinal tê-lo feito numa última instância.