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terça-feira, 24 de março de 2015

Cinema | A Beautiful Mind




Quase 15 anos depois de ter saído, decidi finalmente ver o filme vencedor do Óscar para melhor filme em 2001 " A Beautifull Mind ". E gostei bastante. Vê-lo fez-me pesquisar mais um pouco o seu "core" - a esquizofrenia.
 
Quem criou esta porra toda, deu-lhe um toque de surrealidade em algumas situações: perecer de uma doença onde o imaginario se confunde com o real, onde as nossas melhores recordações podem nunca ter acontecido, tem um requinte de malvadez.

Retive estas "quotes" que acho que resumem também o filme:

"Dr. Rosen: Imagine if you suddenly learned that the people, the places, the moments most important to you were not gone, not dead, but worse, had never been. What kind of hell would that be?"  


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"Alicia: How big is the universe?
Nash: Infinite.
Alicia: How do you know?
Nash: I know because all the data indicates it's infinite.
Alicia: But it hasn't been proven yet.
Nash: No.
Alicia: You haven't seen it.
Nash: No.
Alicia: How do you know for sure?
Nash: I don't, I just believe it.
Alicia: It's the same with love I guess."

domingo, 30 de novembro de 2014

Cinema | Tartarugas Ninja: Heróis Mutantes

Nota Prévia #1 Tanto eu como a Marta temos mais de 16 anos. 
Bem... pelo menos fisicamente.

Nota Prévia #2 A única pessoa que teve realmente vontade de ver este filme, fui eu. Por favor, não retirem credibilidade aos posts dela de agora em diante.


Agora a crítica ao filme:

COOOOOOWWWAAABBBUNGAAAAAAAAAAAAAAAA

(o famoso grito de guerra das pequenas tartarugas. Era coisa que não ouvia há anos. "Nostalginei")

E é isto. Boa noite e obrigado.










Não é só isto porque a Marta me obriga a escrever mais de 5 linhas seguidas sobre o filme. Oh well...

Não tínhamos planeado ver este filme. Fomos apenas porque nos apetecia ir ao cinema e no cartaz que vimos dos filmes em exibição a escolha não era muita e não havia nenhum que nos enchesse as medidas. Só que a Marta não resistiu ao brilho dos meus olhos, quando viram passar em letras vermelhas garrafais nos leds em frente ao cinema: 


. . : : T E E N A G E  M U T A N T  N I N J A  T U R T L E S: : . .


ao mesmo tempo em que a minha voz se arrastava em modo zombie a tentar pronunciar as palavras "teeeeenaaagggeee muuuutaaaantttt..." ela agarra-me no braço e lá me puxa em direcção à bilheteira.


E agora pensa o leitor: Bah, coisa de putos. De certeza que não foi um bom filme.


E eu confirmo: não, as tartarugas ninja não são um bom filme.


Vi a série na minha infância/adolescência e foi por isso que o quis ver o filme. Para recordar os verdinhos. A história resume-se em poucas palavras: 
Quatro tartaruguinhas que evoluem devido a mutações até se tornar ninjas e que têm de derrotar alguém com planos para conquistar o mundo. Dot. 

Uma história comum a tantas outras de filmes sobre super-heróis. Realço apenas a parte dos efeitos especiais e de todo o trabalho computorizado por de trás dos bonecos, o que lhes dá (se é que é possível) alguma credibilidade adicional: estão realmente bem feitos.
Gostei do filme apenas por isso e por causa das longínquas memórias que despertaram que estavam escondidas algures numa parte recôndita do meu cérebro.

Enquanto me via novamente nesse mundo, a Marta adormecia e fazia bolhinhas com a boca que depressa me molhavam o ombro. Ainda tive que a acordar uma vez ou outra, tal a altura dos roncos.
Não a censuro. Assistir a este filme sem ter acompanhado os bonecos é uma grandessíssima seca.

Se escolhia vê-lo no cinema depois de saber como é? Nope. Preferia ve-lo em casa. Não justifica uma ida ao cinema.

É um filme que, para mim, vale apenas pela nostalgia. 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Cinema | Interstellar

Sábado foi dia de cinema. A escolha - Interstellar. Um grande hype em torno do filme e o trailer que tínhamos visto quando fomos ver um outro filme, colocou-o no topo das nossas prioridades cinematográficas.


We will find a way; We always have.

Justifica o estatuto de blockbuster que tem vindo a assumir. Vou elevar a fasquia e coloca-lo como melhor filme espacial que vi a seguir ao grande Apollo 13.
Consegue cativar e deixar o espectador pensativo e na expectativa ao longo das quase 3 horas de filme, levando-nos a ansiar pelo clímax (que existe!) da parte final e do encontro das respostas às questões que foram sendo levantadas. 
Não é um "no-brainer", nem um filme que tenta assustar o espectador, salvo uma ou duas vezes em que o tenta apanhar desprevenido. É um filme com silêncios inquietantes, com diálogos bem construídos e com "Plot Twists" pouco previsíveis. 
Tem ao mesmo tempo uma pitada de ambiente escuro, fechado e claustrofóbico e outra de um espaço vazio imenso, silencioso e desconhecido que nos relembra o quão pequenos somos.
Referência especial para a envolvente musical que leva a valer a pena vê-lo num cinema. Não me alongo sobre a história, mas amantes de Sci-Fi e aventuras espaciais, têm aqui, o melhor filme espacial que vi nos últimos anos e o segundo melhor filme de Christopher Nolan (onde em 1.º lugar, na minha lista, se encontra o "inesquecível" - que melhor adjectivo qualifica, per si, a história do próprio filme - Memento). E se é um dos melhores de Christopher Nolan, é sem duvida a melhor performance de Matthew McConaughey, como actor principal.


Worth it!