domingo, 30 de novembro de 2014

Cinema | Tartarugas Ninja: Heróis Mutantes

Nota Prévia #1 Tanto eu como a Marta temos mais de 16 anos. 
Bem... pelo menos fisicamente.

Nota Prévia #2 A única pessoa que teve realmente vontade de ver este filme, fui eu. Por favor, não retirem credibilidade aos posts dela de agora em diante.

video

Agora a crítica ao filme:

COOOOOOWWWAAABBBUNGAAAAAAAAAAAAAAAA

(o famoso grito de guerra das pequenas tartarugas. Era coisa que não ouvia há anos. "Nostalginei")

E é isto. Boa noite e obrigado.










Não é só isto porque a Marta me obriga a escrever mais de 5 linhas seguidas sobre o filme. Oh well...

Não tínhamos planeado ver este filme. Fomos apenas porque nos apetecia ir ao cinema e no cartaz que vimos dos filmes em exibição a escolha não era muita e não havia nenhum que nos enchesse as medidas. Só que a Marta não resistiu ao brilho dos meus olhos, quando viram passar em letras vermelhas garrafais nos leds em frente ao cinema: 


. . : : T E E N A G E  M U T A N T  N I N J A  T U R T L E S: : . .


ao mesmo tempo em que a minha voz se arrastava em modo zombie a tentar pronunciar as palavras "teeeeenaaagggeee muuuutaaaantttt..." ela agarra-me no braço e lá me puxa em direcção à bilheteira.


E agora pensa o leitor: Bah, coisa de putos. De certeza que não foi um bom filme.


E eu confirmo: não, as tartarugas ninja não são um bom filme.


Vi a série na minha infância/adolescência e foi por isso que o quis ver o filme. Para recordar os verdinhos. A história resume-se em poucas palavras: 
Quatro tartaruguinhas que evoluem devido a mutações até se tornar ninjas e que têm de derrotar alguém com planos para conquistar o mundo. Dot. 

Uma história comum a tantas outras de filmes sobre super-heróis. Realço apenas a parte dos efeitos especiais e de todo o trabalho computorizado por de trás dos bonecos, o que lhes dá (se é que é possível) alguma credibilidade adicional: estão realmente bem feitos.
Gostei do filme apenas por isso e por causa das longínquas memórias que despertaram que estavam escondidas algures numa parte recôndita do meu cérebro.

Enquanto me via novamente nesse mundo, a Marta adormecia e fazia bolhinhas com a boca que depressa me molhavam o ombro. Ainda tive que a acordar uma vez ou outra, tal a altura dos roncos.
Não a censuro. Assistir a este filme sem ter acompanhado os bonecos é uma grandessíssima seca.

Se escolhia vê-lo no cinema depois de saber como é? Nope. Preferia ve-lo em casa. Não justifica uma ida ao cinema.

É um filme que, para mim, vale apenas pela nostalgia. 

sábado, 29 de novembro de 2014

Pai Natal, não custa nada pedir #3


É o chamado post 2 em 1:

Momento lamechas do dia e machadada no materialismo descontrolado que andava por aqu... por aí! ;)

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Cinema | Interstellar

Sábado foi dia de cinema. A escolha - Interstellar. Um grande hype em torno do filme e o trailer que tínhamos visto quando fomos ver um outro filme, colocou-o no topo das nossas prioridades cinematográficas.


We will find a way; We always have.

Justifica o estatuto de blockbuster que tem vindo a assumir. Vou elevar a fasquia e coloca-lo como melhor filme espacial que vi a seguir ao grande Apollo 13.
Consegue cativar e deixar o espectador pensativo e na expectativa ao longo das quase 3 horas de filme, levando-nos a ansiar pelo clímax (que existe!) da parte final e do encontro das respostas às questões que foram sendo levantadas. 
Não é um "no-brainer", nem um filme que tenta assustar o espectador, salvo uma ou duas vezes em que o tenta apanhar desprevenido. É um filme com silêncios inquietantes, com diálogos bem construídos e com "Plot Twists" pouco previsíveis. 
Tem ao mesmo tempo uma pitada de ambiente escuro, fechado e claustrofóbico e outra de um espaço vazio imenso, silencioso e desconhecido que nos relembra o quão pequenos somos.
Referência especial para a envolvente musical que leva a valer a pena vê-lo num cinema. Não me alongo sobre a história, mas amantes de Sci-Fi e aventuras espaciais, têm aqui, o melhor filme espacial que vi nos últimos anos e o segundo melhor filme de Christopher Nolan (onde em 1.º lugar, na minha lista, se encontra o "inesquecível" - que melhor adjectivo qualifica, per si, a história do próprio filme - Memento). E se é um dos melhores de Christopher Nolan, é sem duvida a melhor performance de Matthew McConaughey, como actor principal.


Worth it!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A culpa é das hormonas

É assim que me sinto. Alterada.

O dia no trabalho foi do mais chato que há: cansativo mas não fiz nada de jeito. Um ensaio que durou mais de oito horas, ao ponto de entrar em sofrimento por não fazer ideia do que se estava a fazer, de não ser conclusivo, de só ver problemas atrás de problemas, de desperdiçar quilos e quilos de matéria-prima. De estar horas e horas em pé, de fazer força, de queimar as mãos...

Saber que graças a isto tudo que atrasei o meu trabalho todo e que no final da semana não vou estar na fábrica e por isso tenho que fazer ginástica de maneira a que consiga ter tudo mais ou menos organizado até quarta feira. Então, trago trabalho para casa para fazer depois de jantar mas neste momento tenho a certeza que não vou pegar nisso porque estou sem cabeça. Não merecem o meu esforço. Talvez amanhã.

A alimentação nos últimos dias tem sido uma porcaria, não consigo voltar ao meu ritmo, à minha rotina, à minha comida. Assusta-me ao prever que os próximos dias não vão ajudar em nada porque são jantares atrás de jantares, porque são brunchs, porque são formações em Lisboa onde não tenho a minha comida. E de não conseguir saber lidar com isso, de não saber como conseguir contornar isto da melhor forma. Enquanto compensar os meus descontrolos de humor e cansaço com comida é porque as coisas ainda não estão controladas, embora as melhorias significativas dos últimos meses.

Depois estou chateada comigo mesma, rabugenta, ao ponto de não me suportar. Ao ponto de ter vontade de chorar só para ver se alivia esta nuvem negra que paira sobre mim.

Hoje não consigo lidar comigo. 

E faltam quatro dias para terminar a pílula...

Futilidades de gaja | Telemovel bq Aquaris E4.5

Este post também podia chamar-se Futilidades de gaja | Como trai a Nokia, isto porque a Nokia foi sempre a minha marca de eleição em relação a telemóveis, desde dos tempos primórdios do Nokia 3310. Desde dessa altura que só passou telemóveis da Nokia pelas minhas mãos e nunca tive uma falha a apontar aos equipamentos. Connecting people...

Até que chegou a altura que comecei a ficar chateada por não conseguir ter Instragram e outras aplicações que não existem para Windows Phone. Sentia-me excluída no que diz a aplicações para telemóveis.

Embora o software seja muito mais intuitivo e lógico que a maioria dos Androids [confesso que tira-me do sério aquela opção de ser possível configurar tudo e mais alguma coisa, até o tipo de letra, e as pessoas acabem sempre por optar uma versão do género da fonte comic sans], a impossibilidade de instalar aplicações e ter muitas incompatibilidades com os outros softwares deixa a Nokia muito aquém das expectativas iniciais. É bom sim, mas não é suficiente! Esperei, esperei e esperei que houvesse uma atenção por parte dos criadores de aplicações mas isso não aconteceu.

A juntar a isto, o telemóvel começou a querer não carregar. Coloco-o a carregar, dá sinal que está a carregar mas não carrega. Troco de carregador e faz exactamente a mesma coisa. Ele diz que não, mas acho que foi o carregador de telemóvel que o Paulo tem no carro, comprado no Ebay, deu o golpe de mestre [deve ser por isso que ele ainda não experimentou-o no telemóvel dele] mas simplesmente deixou de carregar e foi aqui que vi que era a altura ideal para comprar um telemóvel igual ao dele. 

A bq é uma empresa espanhola de telemóveis topo de gama mas numa versão mais low-cost, a preços muito simpáticos. Acho que é uma boa opção para quem quer trocar de telemóvel e não quer gastar muito. 

A minha escolha recaiu para o bq Aquaris E4.5, exactamente igual ao do Paulo mas em branco. Até podia estar aqui a falar das caracteristicas do bicho, que não passava de um copy past do site, e como ele tem um design lindo e maravilhoso, por isso, é mais facil ir ao site para dar uma vista de olhos [ou então pedir ao homem do blog que dê mais informações sobre o assunto].

domingo, 23 de novembro de 2014

Pai Natal, não custa nada pedir #2

[Este post também é para ti, Paulo!]

Ando há meses e meses à procura do relógio perfeito e este é um deles.
Tenho apenas um relógio pequeno, da Lorus, e é uma especie de todo o terreno porque uso-o praticamente todos os dias. Quer que vá trabalhar, quer que vá sair à noite. E queria ter um relógio [mais bonitinho, vá] para ocasiões especiais. Aquele com o qual teria uma relação especial e guarda-lo numa caixa para não estragar.
 
Tenho outro relógio debaixo de olho, em tortoise, da Nixo [este aqui]. Este tem um longo namoro e acredito que se ninguém mo oferecer, eu própria irei tratar disso! Será a minha prenda caso consiga terminar a porcaria do curso. 

Mas este também é tão bonito... eu até tenho dois pulsos!

sábado, 22 de novembro de 2014

Hamburgueria Portuguesa by Farnel

Ontem foi dia de dar atenção à gorda que há em mim e encher a pança de coisas boas [e porcarias].
Depois se 600km feitos durante o dia, sentei-me na Hamburgueria Portugesa by Farnel e só saí da lá a rebolar.


Gostei bastante do ambiente. Tem uma decoração simples e cheia de luz, com preferência pelos brancos e com pequenos apontamentos tradicionais como a bancada de pedra e azulejos típicos, que contrastam com as linhas rectas e modernas das mesas e cadeiras.

A comida estava deliciosa! Para entrada pedimos umas fatias de pão com chouriço gratinadas de comer. Tenho sempre o mesmo problema, por mim jantava apenas entradas ou então teria que ter um estômago extra porque perco-me sempre com elas.


Para prato principal optei por um Hamburguer Castiço no pão, enquanto o Paulo babou-se pelo Hamburguer à Bulhão Pato. Não posso opinar pelo hambuguer dele até porque ele só deixou-me comer um mini camarão, mas o meu estava muito bem preparado. Adorei o molho das batatas e o hamburguer estava bem confeccionado. Fez lembrar-me os hamburguers do Honorato mas em melhor!


Não provámos as sobremesas porque não tínhamos estômago para mais. Talvez para uma próxima vez trocamos as entradas pelos doces. 

A única coisa que ficou a faltar foi a simpatia dos empregados. O rapaz que estava a servir a nossa mesa pouco ou nada disse além do 'o que é que vão desejar?', parecia que estava lá por obrigação e que era um sacrifício atender os clientes. 

O sitio onde se situa, mesmo em pleno Freeport, também tira um pouco o encantamento ao restaurante e falha um pouco o facto de não ter casa de banho. Quem tiver muito aflitinho ou lavar as mãos tem que andar 15km até à casa-de-banho publica mais próxima. 


*Todas as fotos foram retiradas da página de Facebook do restaurante

domingo, 16 de novembro de 2014

Secret Smile

Não é tão bom quando sorrimos só por ouvir na radio uma música que nos tráz recordações e que não ouvíamos há imenso tempo?



Esta é uma excelente musica. Mas não é uma dessas.

Poker: o gamble que não o é

Quando a vida me permitiu dediquei-me a sério à aprendizagem deste jogo. Posso dizer que li mais livros em inglês sobre poker do que sobre outro tema qualquer. Investi muito tempo e estudo no jogo.
Não digo isto com orgulho, digo-o como alguém que se quis dedicar, porque gosto de jogos de cartas e vi ali uma oportunidade.
É engraçado que, sempre que tento "impingir" o poker a alguém, oiço com frequência o seguinte argumento:
"Ah e tal, o jogo até é fixe, mas eu não jogo porque não tenho sorte nenhuma ao jogo"
A novidade aqui é: O poker, não é um jogo de sorte ou azar.
É um jogo de perícia. Em alguns países - como o Brasil - tem até estatuto de desporto.
Existe, contudo, uma componente de sorte ou azar mas que é minimizada por um volume de jogo elevado.
[Saltar isto se nunca ouviste falar de poker e se não queres desistir de ler este post]
Como exemplo rápido e básico: a melhor mão possível antes do "flop" são ases. Mas essa mão "só" vai ganhar 4 em cada 5 vezes, em situações de all-in, antes do flop. Ou seja, se jogarmos só uma vez e perdermos com ases vamos achar que somos os maiores azarados do mundo.
Mas se o fizermos 100 vezes, verificaremos que é apenas uma questão de probabilidades.
Isto quer dizer que, mesmo tomando as decisões certas em cada jogo, é possível que percamos, mas a longo prazo sabemos que essas decisões vão ser lucrativas.
Existem portugueses a fazer rios de dinheiro anualmente na Internet neste jogo. A larga maioria não é viciada: é dedicada.
[Aqui, aqui!! Continua aqui!!]
Encarei o poker como um hobbie, mas um hobbie no qual fazia dinheiro. Não é óptimo ganhar dinheiro enquanto nos divertimos?
Dinheiro com que podia cometer um excessozito aqui e outro ali, sem estar preocupado, porque era dinheiro de jogo. De verdade que não me custava gastar esse dinheiro em coisas supérfluas (e fi-lo mais do que devia ter feito), como custa com aquele que me sai agora do pêlo.



E digo fazia, porque as circunstâncias agora são diferentes. Nunca fui viciado e a prova disso é que hoje em dia praticamente não jogo, apesar de ter dinheiro disponível nessas salas para jogar. Existem outras prioridades e não abdico de nada em prol do poker. Certo Marta? ;)
Pode ser que um dia me consiga dedicar outra vez de forma mais séria ao jogo. Até lá, vou tendo um trabalho que não é um hobbie.
E vou comprando vaselina.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Está na moda ser saudável

Tudo começou com uma brincadeira. Com uma aposta entre mim e ele em como conseguia perder três quilos num mês. Caso ganhasse, ele oferecia-me um anel da Pandora.

Cagativo, pensei eu.

Os primeiros quilos são sempre os mais fáceis, são aqueles que desaparecem num piscar de olhos. E assim foi. No dia 1 de Setembro ao dia 1 de Outubro cortei nos sumos, nos bolos, batatas fritas e jantares pesados. Comia sempre bem ao pequeno-almoço e deixei de atacar a máquina do refeitório do trabalho e os almoços na Didi. Perdi quatro quilos e o anel veio parar à minha mão.

Mas continuei. A aposta ficou ganha, não fiz mais nenhuma [podia ter aproveitado, não é?] mas continuei a portar-me bem, a alimentar-me o mais saudável que possível e... já perdi mais de sete quilos! Nem eu própria tenho consciência daquilo que fiz porque não me custou praticamente nada. Quer dizer, tive alguns episódios em que tive alguns ataques compulsivos estúpidos como o aniversário da minha irmã, a ida ao Porto [mas tinha que aproveitar] e um ou outro jantar. Mas ao mesmo tempo acho que faz parte e neste momento estou a conseguir conciliar esses episódios menos bons... em manter o equilíbrio, em abusar mas no dia seguinte voltar à rotina e não pensar no perdido por cem, perdido por mil e comer tudo o que aparece à frente durante uma semana. 

Nunca pensei que conseguiria alterar os meus hábitos alimentares e perder esta quantidade de quilos. Está muito para além das minhas expectativas. O Paulo deu-me a força e empurrãozinho que eu precisava [e ele é tão bom em dar-me força!] e eu lá fui atrás daquilo que há meses eu sonhava.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Ela e as montras

Regresso a casa, de carro, depois de um jantar num qualquer centro comercial onde alguns saldos - como de costume - não lhe passaram despercebidos:

(Passando música conhecida na rádio)

Ela: Esta música não é de Bruce Springfield?

Ele: É sim, Marta. Bruce Springfield já com 40% de desconto.


Estou no carro. Ela ainda ficou no centro comercial.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Da idade

O que é afinal a idade senão um acumular de experiências de vida?

Há quem não se aperceba da idade real que tem. Há quem não se aperceba da maturidade que tem e que de certa forma, não se consiga valorizar por julgar que a vida, até esse ponto, lhe foi parca em experiências.

A experiência de vida, ainda que não seja quantificável, é importante, sim! Sem derivadas, nem primitivas, matematicamente falando. É conhecimento empírico que não deve, nem pode ser menosprezado.

Não que seja "A" prioridade, mas a consciencialização acerca de nós próprios e dessa experiência deve ocupar um lugar importante na nossa vida. 

Novos ou velhos. Experientes ou inexperientes.

É decepcionante quando nos apercebemos que alguém que, apresenta primeiramente a idade como cartão de visita, deveria afinal tê-lo feito numa última instância.


domingo, 9 de novembro de 2014

Fim-de-semana no Porto

No fim-de-semana passado decidimos tirar umas mini-ferias e rumar até à invicta.
Na quinta-feira, depois de um dia de trabalho, que nunca mais acabava, foi seguir viagem até ao Porto com uma paragem pela estação de serviço para comer a famosa salada de atum e feijão frade que tinha preparado no dia anterior [gente saloia é assim, não há nada a fazer!]


É escusado dizer que nessa noite chegamos ao hotel e não fizemos praticamente nada sem ser preguiçar e namorar mas na sexta-feira acordámos cedinho e fomos até ao centro da cidade com a máquina fotografica em riste como se fossemos uns turistas.

Vista da Torre dos Clérigos

Começamos o roteiro pela Praça de Cordoaria onde visitamos a Torre dos Clérigos. Foi sempre a subir até ter uma vista fantástica sobre a cidade. Depois fomos caminhando até chegar à Avenida dos Aliados onde almoçamos no famoso Santiago.... uma Francesinha à Santiago, claro! Porque isto de ir ao Porto e não comer uma Francesinha no Santiago deve ser pior que ir a Roma e não ver o Papa.

Aquilo que me custou deixar um bocado desta Francesinha no prato
 
Por infelicidade minha não consegui terminar a minha mas é sem duvida um restaurante onde voltarei... segui a maioria dos conselhos e das opiniões que li na internet e não me arrependi. Bom, bonito e barato como se quer.

Depois à tarde fomos até à ribeirinha onde fizemos um passeio de barco. Tivemos sorte com o S. Pedro, o tempo estava fantástico e deu para aproveitar o sol. Chato, chato foram apenas as turistas que estavam no barco que não faziam mais nada que ir à proa do barco tirar fotografias. Ora vinha uma, ora vinha outra... só serviam para estragar a paisagem e as minhas fotografias!

Passeio de barco
Como tinhamos gasto um balurdio em estacionamento, no dia seguinte decidimos deixar o carro parado e fomos de metro para a cidade. Saímos na estação Jardim dos Morros onde tem uma vista para lá de espetacular e lá fomos a pé visitar as caves do vinho do Porto.

Vista do Jardim dos Morros
Andámos lá meio perdidos pelo meio [no meio de tantas caves que umas que fecham no Inverno, outras que fecham ao fim-de-semana, caves que afinal são armazéns das caves, ... ] mas lá no safamos e acabamos por visitar as caves da Sandeman, numa visita guiada em inglês. Ainda tentámos comprar um pack de visita a três caves, que afinal eram só duas, mas não dava para conciliar o horário das visitas, porque iriamos perder praticamente um dia por lá, e decidimos ficar só por aquela. Gostei muito, sim senhor. Às onze da manhã estava fazer prova de vinho do porto [o meu cerebro deu logo por isso!] mas fiquei um pouco desiludida quando soube que a Sandeman faz parte do grupo Sogrape que detém as caves Ferreia, Offley e Sandeman [entre outras]... ou seja, já não é assim tão artesanal e familiar como estava à espera, é algo mais industrializado, e por isso a hipotese de fazer a visita guiada às três caves.

Caves Sandeman
Saímos da cave direitinhos [mentira, ainda andamos à guerra para ver onde iamos almoçar] ao Pasta Caffé, um restaurante italiano junto ao rio. As pizzas eram deliciosas, de massa fina e estaladiça como eu gosto e as sobremesas eram de chorar por mais. Ele pediu um brownie de chocolate com molho de frutos silvrestes e gelado de baunilha. Eu também optei por um brownie mas regado de chocolate quente, gelado de baunilha e chantily [overdose de açucar!].

A seguir voltamos para o nosso roteiro e fomos devagar devagarinho [porque a seguir ao almoço a barriga fica mais pesada] e fomos passear até à rua Santa Catarina. Ainda parámos no Mercado do Bolhão mas estava fechado e decidimos ir até à Confeitaria do Bolhão comprar recuerdos para a família e amigos.

Uma pequena amostra das tentações da Confeitaria do Bolhão. Apetecia-me comer tudo [Marta, a gorda]

No dia seguinte não fizemos praticamente nada [porque era domingo e no dia a seguir tinhamos que ir trabalhar e por isso convinha não gastar muitas energias] a não ser ir almoçar um belo de um bacalhau com gambas ao Papavinhos, restaurante escolhido por ele. Antes ainda estivemos a passear um pouco à beira rio, onde estavam os atletas da maratona a correr... mas depois foi a minha vez de correr porque o restaurante não tinha multibanco e tive que correr meia cidade à procura de dinheiro.

Bacalhau gratinado com gambas no Papavinhos. Só de ver a fotografia estou a salivar!

Depois foi tempo e voltar para casa, porque ainda tinhamos uma longa viagem a fazer. O tempo deu uma ajuda na despedida e choveu a pícaros [com direito a trovoada] quando saímos do restaurante.

O que me fascinou mais foi mesmo a arquitectura da cidade, as fachadas do prédios. Quanto mais via mais vontade tinha de tirar fotografias às paredes das casas.

Adorei o fim-de-semana, era menina para fazer isto todas as semanas mas não pode ser e por isso temos que aproveitar o pouco que temos. Para casa vim carregada com imans para o frigorifico, garrafas de vinho do porto para a nossa recente coleção [que começou agora com a nossa viagem ao Porto], bolinhos para mãe e mais um quilo no lombo.

Próxima saída? Salamanca no final do ano :)

sábado, 8 de novembro de 2014

Jantar em Cervejaria? Não, Obrigado!

Esta última sociedade de Euromilhões em que entrei é... diferente! Temos sempre dinheiro em caixa para gastar! Nunca participei numa sociedade assim, porque normalmente pagamos 2 euros por semana, para lhes dizer "au revoir", e quiçá, fazer um jantar de 2 em 2 anos com os ganhos acumulados.

Aqui não! Temos sempre dinheiro!

Porquê? 

Porque pagamos 2,5 Euros por semana, dos quais apenas investimos 2 Euros! :D

O importante é que com esse extra que entregamos e com mais uns premiozinhos aqui e ali, conseguimos a espaços, fazer alguns jantares.

Ontem, foi dia disso mesmo. O local escolhido? Cervejaria Trindade, que confesso, nunca tinha ouvido falar. Fez-me lembrar bastante a Portugália, que me parece sempre (pelo menos pela minha experiência) exageradamente cara na relação qualidade\preço. 

Quando olhei para a conta, pensei seriamente se não seria uma alternativa viável de vida enveredar pelo caminho da criação de gado bovino, como carreira profissional. 162 Euros! 162 Euros, senhores! Por bifes, para 5 pessoas!

Dali, juntamo-nos e demos um pulo ao Hard Rock Café. Não entrava num estabelecimento desses há anos. 



A última vez terá sido possivelmente em França. Gostei do ambiente (apesar do exagerado número de camones por metro quadrado, numa zona tão central de Lisboa) e da música. Será uma franca hipótese a considerar numa próxima saída num destes jantares.

A melhor parte, depois disso? Um fim de semana praticamente inteiro pela frente!

Futilidades de gaja | Turbante


Ando há imenso tempo a cismar por um turbante. Várias foram as vezes que fui ao site da ASOS namora-los nas depois acabo sempre por não confirmar encomenda porque as duvidas são muitas: será que fica-me bem? Será que vou usar? 

Tenho a cabeça grande e cara larga [e bochechas] e isso é logo meio caminho andado para que algo bonito fique um aborto em 15 segundos e depois é ver dinheiro encostado a um canto. Coisa que estou ao máximo fazer [ultimamente o meu lema das compras é investir para o resto da vida, algo que já é motivo de piada entre nós os dois].

Ontem à noite, graças à Maçã descobri que há uma marca portuguesa que faz turbantes liiiiindos, a HEAD-Ji. Se já era dificil resistir, agora acho que se tornou impossivel mas como amanhã vou às compras vou procurar turbantes pelas loja e experimenta-los para ter a certeza que me ficam realmente bem.

Sim, Paulo! Eu vou andar com uma coisa destas na cabeça! :D

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Sexta à noite

Hoje o dia foi horrivel. Não aconteceu nada demais [para além do considerado normal] mas foi horrivel. Horrivel o suficiente para me deixar desanimada e sem energia.

Enquanto ele foi a um jantar de homens, eu tinha planeado ficar em casa a fazer serão a desenhar... mas acho que vou trocar as voltas e dormir cedo.

Depois de um belo bife de vaca grelhado acompanhado com salada que soube pela vida [o que é que ele deve estar a jantar?], vou vestir o meu pijama quentinho [as saudades que já tinha dele!] e vou enroscar-me. 

Hoje não quero saber de mais nada, quero desligar do mundo. Amanhã é outro dia. Amanhã vou madrugar [como sempre] e vou dedicar-me aquilo que é preciso ser feito. Hoje não.

domingo, 2 de novembro de 2014

Sábado

Um sábado em que eu, Paulo, tive de acordar cedo para ir à CUF em Lisboa. Mas deveria ter ficado a dormir.
Vou de carro até Vila Franca de Xira e apanho o comboio para a estação do oriente. Na viagem, uma Sra de idade aproxima-se do meu lugar que eu gentilmente faço o favor de oferecer. Pede-me para segurar a mala que por acaso estava aberta (o que estranhei) enquanto se senta. Depois de acomodada a primeira coisa que faz é começar a vasculhar a própria mala e falar em voz alta: “500 Euros… os meus 500 euros… Onde estão os meus 500 Euros?” Com o tom de voz a aumentar gradualmente começa a olhar para mim e a falar mais alto: “FOI VOCÊ! ONDE PÔS OS MEUS 500 EUROS???”
Eu, atrapalhado e já com metade da carruagem a olhar para mim de forma inquisidora, digo-lhe que não mexi na mala e que tinha sido ela a própria a entregar-me a mala assim, aberta. Trocámos umas palavras com uns decibéis acima do que devia ser legalmente permitido e nem de propósito, aparecem dois bófias que andavam a policiar o comboio. Pedem esclarecimentos pela gritaria, e a Sra tem o descaramento de dizer que lhe roubei 500 Euros e que deixei a mala aberta. Aos gritos e já descontrolado, grunhi, numa névoa de gafanhotos: “PROVE, PROVE QUE FUI EU!!”
Claro está que dali, saímos os dois na estação de Moscavide diretos para a esquadra, acompanhados pelos moinas. Foi a 2.ª vez que entrei numa esquadra. Lá chegados, a Sra continuava com os mesmos argumentos e eu com os meus, senão quando ela se lembra de se baixar e espreitar nas próprias meias pelo dinheiro. E… adivinhe-se: entre as meias e as varizes os 500 euros estavam mesmo lá. Escondidos nas meias! A Sra começa a corar e a justificar-se e pelo meio ainda lacrimeja. Dá-me um abraço e pede umas 20 vezes desculpa dizendo que me vai recompensar: Saca de um cheque e começa a escrever. 5.000 euros. Yep, com esses zeros todos! Boquiaberto, disse que não podia aceitar. Ela, insistindo, disse que tinha muitas posses e que pela vergonha que me fez passar era obrigatório que aceitasse. E passa-me o cheque para a mão! Nisto, acordo e bocejo. São 7.55 é segunda-feira e dia de ir trabalhar. 

Vamos lá começar?

Isto de começar um blog com o namorado tem muito que se lhe diga. Não sei o que vai sair daqui mas espero que seja alguma coisa boa e com pernas para andar. Assim como a nossa relação.